quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Teologia Pastoral - Parte 01 - Por William Lessa

INTRODUÇÃO “ASPECTOS GERAIS”

Teologia Pastoral ou Pastorologia é a ciência que trata da Obra Pastoral.
O objetivo do estudo é ajudar o aluno/obreiro a descobrir, através de referências bíblicas do Novo Testamento, sua base para uma organização estrutural, convencional eclesiástica, bem como aprender de forma eficaz a forma de governo eclesiástico.

A Igreja caracterizada no Novo Testamento


A igreja da era apostólica era uma igreja que tinha seu rumo e avanços determinados por si própria, isto é, tinha dentro de si a vitalidade suficiente para estender-se e evangelizar lugares vizinhos. Em segundo lugar, governava-se a si mesma, isto é, por homens capacitados pelo Espírito Santo, escolhidos dentre os convertidos no local. Em terceiro lugar, se auto sustentava, não dependia de auxílio financeiro externo para atender suas necessidades.

O Dinamismo da igreja do Novo Testamento

Os métodos e regras existem freqüentemente nos nossos trabalhos locais. Embora sejam bons, muitas vezes não dão resultado na igreja. A mecânica do bom processo deve vir seguida do dinamismo apostólico. Sem métodos corretos, um avivamento poderoso pode apagar-se ou tomar-se ineficiente. Sem o poder espiritual, a igreja, apesar de bem organizada secularmente, não consegue avançar. O mecanismo sem dinamismo da igreja compara-se a um motor bem ajustado, pronto para trabalhar; mas sem o combustível e a centelha para dar a partida.

No livro de Atos dos Apóstolos encontramos o padrão autêntico para a conduta da igreja neotestamentária. Devemos recordar que as epístolas do apóstolo Paulo e de outros foram escritas às igrejas que viviam no ambiente do livro de Atos e que experimentaram os acontecimentos narrados pelos nossos irmãos na igreja primitiva. Um estudo minucioso desse livro muito nos revelará acerca do poder que motivou a igreja  no início de sua constituição. A igreja primitiva vivia em um ambiente de oração. O livro de Atos relata-nos no capítulo primeiro e versículo quatorze que a igreja perseverava-se em oração. No capítulo 2, os apóstolos observavam o momento da oração, onde todos reunidos buscavam os mesmos interesses. Nos capítulos 3 e 4 toda a igreja levantou a voz a Deus em oração. Em todo o relato sagrado observamos que a oração saturava a atmosfera da Igreja Primitiva.

O poder do Espírito Santo na Igreja Primitiva era fator predominante para obtenção de sucessos ministerial. Os discípulos aguardavam a vinda do Espírito Santo e todos foram cheios de sua plenitude  (Atos 1:8). 

O autor do Livro de Atos teve muito cuidado em relatar a obra do Espírito Santo. Narrou como veio aos samaritanos, sobre os da casa de Cornélio, e mais tarde, sobre os discípulos em Éfeso. Os apóstolos foram inspirados para falar, os diáconos foram designados a evangelizar, os apóstolos e os diáconos foram dirigidos a seus campos de trabalho e orientados em suas atividades pelo mesmo Espírito.

O Espírito Santo realizava sinais e maravilhas convencendo a multidões, concedia poder às igrejas, convencia e inspirava os crentes a uma liberalidade maravilhosa de até mesmo dar seus bens materiais para a obra do Senhor. Em suma, o Espírito Santo era o condutor geral que alimentava a igreja e que continua a estabelecer o mesmo princípio, invisível, mas real.. O Livro de Atos poderia muito bem ser chamado: "Os Atos do Espírito Santo", “Cheios do Espírito Santo”, “Plenos no Espírito Santo” e “Dinamites no Espírito Santo”.

Para que possamos experimentar os mesmos resultados dos nossos irmãos da Igreja Primitiva, devemos captar de novo aquele ambiente espiritual da época apostólica. Porém, alguém poderá responder que as bênçãos experimentadas pela primeira igreja pertenciam a uma época passada e que é impossível experimentá-las hoje. Convém enfatizarmos a verdade: encontramos-nos numa dispensação, da qual viveram também os apóstolos. O Espírito Santo ainda se encontra no mundo e Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre. Ao aprender as Escrituras notamos que Deus quer fazer uma grande obra, através do Espírito Santo, neste momento em que se aproxima a hora de encerrar a era da Igreja. Ele prometeu derramar o seu Espírito sobre toda a carne nos últimos dias.

Felizmente, em diversas regiões do mundo, notamos um crescente aumento de conversões de almas e de avivamentos que nos faz lembrar dos tempos bíblicos com milagres, onde as pessoas experimentam de forma pessoal e especial a verdade - que é o evangelho e a plenitude do Espírito Santo. O abatimento espiritual de muitas igrejas atuais não decorre do enfraquecimento do Evangelho quanto ao seu poder ou qualquer mudança dos propósitos de Deus. Esta debilidade espiritual é culpa nossa. É o resultado da pouca visão e fraqueza de fé. Peçamos a Deus para que nos livre de toda idéia falsa e nos guie como testemunhas do Cristo vivo e de seu Evangelho de poder neste trabalho de fundar igrejas (ou igreja) do Novo Testamento nestes dias.
Jesus disse:
"sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela", (Mt.16. 18). "E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, é confirmando a palavra com sinais que se seguiram. Amém" (Mc. 16:20).

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