sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Parte 01 - O Homem Perdido - Por Wiliam Lessa (escola bíblica dominical - revista da EBD) - "conhecendo melhor a palavra de Deus" ano 01 - edição 01 - A.D.M.P.D

Estamos iniciando uma série de estudos, para que tenhamos mais intimidade com a palavra de Deus, um valioso trabalho elaborado por Wiliam Lessa, todos os dias estaremos atualizando este Blog, dando continuidade a estes estudos maravilhosos da Palavra de Deus.

Introdução:

Estaremos estudando aspectos da queda do homem e sua salvação providenciada por Deus. A queda do homem, causada pelo pecado, é uma das páginas mais tristes da Bíblia, e a conseqüência desse desastre, mais triste ainda. Este assunto é do domínio da maioria dos alunos, mas entendemos que os crentes precisam crescer no conhecimento da Palavra de Deus e suas doutrinas, para estarem aptos a resistir na fé contra as investidas do maligno, que se manifesta através de seitas e heresias terríveis, que sempre existiram e hoje se multiplicam.

A Queda Do Homem:
A tentação e queda: Até o final do capítulo dois de Gênesis, tudo

era muito bom, pois tudo o que Deus criou era perfeito e bom.

Porém, a cena sofreu uma mudança brusca, com o aparecimento do mal:

a) A serpente. O maligno usou a serpente, animal dotado de instintos excepcionais, tais como: prudência e astúcia (Mt.10.16;2.Co.11.3), para enganar a mulher. Tais qualidades já deveriam ter

sido notadas por Eva, pois ela não demonstrou espanto quando a

serpente lhe falou.

b) A palavra divina contestada. A tentação começou com uma

dúvida sobre a palavra divina, dando-lhe uma conotação diferente:

E certo que não morrereis (Gn 3.4b). Desde então, a deturpação da

Palavra de Deus tem sido uma constante. Religiões e seitas, filosofias esotéricas e conceitos humanos têm proliferado, porque o homem tem prazer em desvirtuar a Palavra divina. A mulher também mudou o sentido da Palavra, quando disse: “...nem nele tocareis e no meio, pois no meio do jardim Deus colocou outra árvore, a da vida”: Gn 2.9; Ap 22.18.

1.   A mulher enganada engana o seu marido:

Adão ouviu de sua própria esposa as palavras da tentação. Até hoje, lares são desfeitos porque um dos cônjuges não tem o discernimento e a coragem para rejeitar o erro, dizendo não, quando devem dizer não. No relacionamento pais e filhos, a atitude correta é averiguar a verdade e o erro, tomando a posição certa, mesma que isso venha a custar um alto preço. Ao tomar a atitude que agrada a Deus, Ele abençoará.

3. A queda consumada:

Abriram-se então os olhos de ambos... (Gn 3.7). A promessa do diabo, através da serpente, cumpriu-se imediatamente. Eles viram. Não o belo colorido que o maligno lhes tinha pintando, mas uma sensação horrível de nudez espiritual, moral e física (Ap 3.18). Antes, os olhos deles estavam voltados para a pureza e santidade. Podiam ver o Senhor com os olhos da alma e ter a amorosa e profunda comunhão com o Criador. Agora, frustração e tristeza. a) Tudo porque foram tomados pela cobiça dos olhos (1.Jo 2.16). b) A cobiça dos olhos, a cobiça da carne e a soberba da vida constituem a tríplice tentação que levou Eva ao abismo, com o seu marido. Jesus também foi tentado, depois do batismo no Jordão (Mt 4.1-11), mas resistiu ao diabo, vencendo-o pela Palavra. Adão e Eva caíram quando foram tentados num paraíso; Jesus venceu quando tentado num deserto.

AS CONSEQÜÊNCIAS DA QUEDA



1. A Transferência de culpa: Quando argüidos por Deus sobre o motivo de sua transgressão, a resposta não se fez tardar: Adão põe a culpa sobre a, mulher (Gn 3.12); ao culpar a mulher, está culpando Deus: “a mulher que tu me deste...”. Eva, sem demorar, lança a culpa sobre a serpente. Se a serpente pudesse pensar, lançaria a culpa sobre o diabo. Lembremos aqui de Saul, quando lançou a culpa sobre o povo (1.Sm 15.15). Todos os seres humanos herdaram a natureza pecaminosa de Adão e com ela a mesma tendência para transferir a culpa para outrem. Basta visitarmos uma penitenciária e falarmos com os presos: cada um irá apresentar uma desculpa para sua prisão ou sentença. Todos estão ali por uma “injustiça”.

2. Tentativa de esconder a nudez: A vergonha e o medo fizeram com que o casal se escondesse atrás das árvores do jardim e fizessem para si aventais de folhas, para cobrir (ou encobrir) o seu pecado (Gn 3.7). Inútil, pois é impossível esconder-se da presença divina. Em nossos dias, como em todos os tempos, há quem queira esconder-se atrás de religiões, filosofias de vida, princípios morais, boas obras figueira do jardim. É melhor reconhecer, como a salmista Davi: “Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua face”. (Sl. 139.7).

3. A terrível sentença divina: A maldição recaiu primeiro sobre a serpente: “maldita serás mais que toda a besta, e mais que todos os animais do campo; sobre o teu ventre andarás, e do pó comerás todos os dias da tua vida” (Gn 3.14). Não queremos entrar aqui na polêmica sobre uma sentença ser lançada sobre um animal irracional. Deus declara que Satanás, a antiga serpente, será vencida. A serpente terá sua cabeça esmagada pela “semente da mulher, que é Jesus”: Gn 3.15. E isto teve cumprimento literal na cruz do Calvário. Aleluia! Em segundo lugar, a maldição recaiu sobre a mulher: “multiplicarei sobremodo o sofrimento da tua gravidez” (v. 1 6). O parto tornou-se um risco para a vida de uma mulher. O parto sem dor e a cesariana, em voga nos nossos dias, são bênçãos dos tempos da graça. Também Deus determinou ali a sujeição da mulher ao homem, como um castigo, para que ele durante séculos fosse instrumento útil ao homem, mas sem valor reconhecido por este. Outro fator da maldição advinha da queda do homem foi a terra tornar-se amaldiçoada, produzindo frutos com dificuldades para o homem. E o homem foi expulso do jardim do Éden.

A NECESSIDADE DE UM SALVADOR

1.       O pecado tornou-se universal:

Com a queda do primeiro casal, do qual nasceram todos os seres humanos, o pecado tornou-se universal, porque atingiu todos os homens: Rm. 5.12. Sendo todos os   homens pecadores, havia necessidade de um Salvador que lhes tirasse de sobre os ombros o peso do pecado.   Já sabemos, de antemão, como Deus preparou e levou   avante o seu plano de salvação, pois nós que vivemos hoje somos privilegiados, pois conhecemos Jesus. Entretanto coloquemo-nos no lugar de quem viveu naqueles primeiros dias e então poderemos entender a sua situação.

2.       O pecado colocou todos os homens sob condenação:

O pecado é coisa muito mais séria do que muita gente pensa. Há quem brinque com o pecado, como se ele não fosse coisa séria. Há os que se vangloriam de matar,    roubar, ser dominados pelos vícios, adulterar etc. Eles comentam isso como se fossem heróis. Mas a Bíblia diz outra coisa: Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm. 3.23). Então esse homem é um miserável, que necessita de um Salvador suficiente, poderoso, para salvá-lo.

3.       O pecador mão tem condição para livrar-se do pecado.

Todo pecador está vencido pelo pecado.  A Bíblia diz que ele é escravo do pecado:  “Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos   para lhe obedecer, sais servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?” (Rm 6.16). E escravo que serve para a morte... Então, que necessidade o pecador tem de um Salvador, já que ele, por si só, não pode livrar-se do pecado. Em Gn.3.15, Deus prometeu o Salvador, a semente da mulher, que é Jesus.

 APLICAÇÕES

1.     Não é possível fugir da presença de Deus. Adão tentou. Jonas também mais tarde, tentou. Mas Davi declarou ser isso impossível.

2.     Deus sabia antes da queda do homem, que este iria cair. Tanto que providenciou o Cordeiro, que foi morto desde a fundação do mundo, como vemos em Ap 13.8.

3.    O homem não passou no teste, mas caiu em pecado e perdeu tudo. O pecado passou a todos os homens, pelo que todos estão sob condenação. Por isso, o pecador precisa de um Salvador. E Deus deu o Salvador, prometido em Gn 3.1 5, como a “semente da mulher".



 

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