domingo, 27 de novembro de 2011

Parte 02 - A Salvação Providenciada - Por Wiliam Lessa (escola bíblica dominical - revista da EBD) - "conhecendo melhor a palavra de Deus" ano 01 - edição 01 - A.D.M.P.D

Introdução:

Com a lição O Homem Perdido, estudamos a queda do homem, com suas trágicas conseqüências para toda a humanidade. O homem, alienado de Deus, nada pode fazer. Tentativas sem conta têm sido realizadas, através dos tempos, para restaurar a comunhão entre o homem e o seu Criador, porém, todas inúteis.

Mas, graças a Deus, que, na sua infinita misericórdia, providenciou a salvação do homem. Ao cumprir a promessa do Salvador, Deus estava realizando o que tinha falado através dos profetas, por meio de inúmeros tipos, alegorias e mensagens proféticas. A reconciliação da criatura com Deus só podia partir do próprio Deus. É claro que o homem precisa ter sua participação, aceitando a oferta divina.

A Salvação é Obra Divina

1.                1. Definindo o termo. Salvação é um ato da livre graça de Deus, pela qual Ele perdoa o nosso pecado e nos aceia corno justos aos seus olhos, somente por colocar sobre nós a justiça de Cristo, que se recebe pela fé: Rm 5.1. Portanto, é a divina providência intervindo para resgatar a homem perdido, pois seu estado é de: a) condenação à perdição eterna: Rm. 3.10- 18; b) escravidão ao pecado: Rm. 7.14- 24; c) morto nos seus delitos e pecados: Rm. 6.23. A salvação providenciada por Deus tem sentido de livramento completo do homem. E nem o nosso corpo ficará de fora, pois ele nos ressuscitará no último dia: Jo 6.39.

        2.   A necessidade da salvação. Perguntou o patriarca Jó: “Como se justificará o homem para com Deus?' (Jô. 9.1). E o carcereiro de Filipos: “Que é necessário que eu faça para me sal var?”(At 16.30). Ambos expressam a maior de todas as perguntas: Como pode a homem acertar sua vida perante Deus e ter a certeza da aprovação divina? A resposta a esta interrogação encontra-se no Novo Testamento. Na carta aos Romanos, ternos em destaque à “justiça divina". O tema se destaca no capítulo 1. 16,17, que pode ser assim parafraseado: “O evangelho é o poder de Deus para a salvação dos homens, pois ele revela aos homens como se pode mudar de posição e de condição, de maneira que eles sejam justos perante Deus.
3. A incapacidade do homem para salvar-se. Paulo declara que pelas obras da lei, ninguém será justificado: Rm.3.20. Assim, a lei, apesar de santa e perfeita, não foi dada para tornar o homem justo, mas para mostrar-lhe que Deus é justo e perfeito; e o homem, perdido e condenado pelo pecado. Religiões, mesmo as mais pomposas em seus ritos e dogmas, não podem justificar o homem. Boas obras, também não salvam. Sofrimento humano, penitências não justificam o homem. As obras dos homens são uma louca tentativa de promover a reconciliação com Deus. O homem é um ser espiritual e não apenas um animal, pelo que necessita de aplacar a conflito em seu coração e reatar a sua comunhão com Deus. Só assim ele encontra paz interior.


A Salvação é Iniciativa Divina

 
1. O homem nada pode fazer. Distanciado de Deus, separado d'Ele por uma grande barreira que é o pecado, o homem achou-se impedido de fazer qualquer ato que o aproximasse de Deus. Isaías escreveu bem claro: “as vossas iniqüidades encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Is.59.2). Entre Deus e o homem existe uma barreira que o homem não pode transpor: o pecado. Só Deus poderia tomar a iniciativa de reatar a comunhão com o homem. Mas, isso só poderia ser feito pela remoção da barreira, isto é, da anulação do pecado.
2. A Salvação não poderia vir do homem. Estando o homem impossibilitado de agir em seu favor diante de Deus, havia apenas duas possibilidades: Deus tomar as providências ou o homem não ter chance de ser salvo. Mas, graças a Deus, Ele tomou a iniciativa: A salvação veio do Céu, mediante a graça infinita de Deus. “Graça não é tratar a pessoa como ela merece, nem tratá-la melhor do que merece, é tratá-la graciosamente sem a mínima referência aos seus méritos" (S.L. Chafer). O homem, além de não poder fazer nada para ser salvo, não tem nada que predisponha ou que promova uma ação divina a seu favor. Graça é isto: Deus fez tudo, quando o homem não merecia nada. Não há qualquer merecimento por parte do homem. “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
3. O preço da salvação providenciada. a) Em Fp. 2.5-11 Paulo faz um resumo do preço que Cristo pagou pela nossa salvação; b) Pedro lembra que não foi mediante coisas corruptíveis que fomos resgatados (1.Pe 1. 18,19); c) se penetrarmos no horto do Getsêmani, naquela noite da traição, poderemos também avaliar o amargor do conteúdo daquele cálice que Jesus teve de beber; d) e o brado na cruz: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni?”. Que, traduzido, é: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mc. 15.34). Esta expressão é o grito, não de medo da morte, mas de pavor pelas nossas transgressões e toda podridão moral e espiritual do homem distanciado de Deus; e) quando João contempla a cena no Céu, do Cordeiro sendo adorado por todos os anjos e pela Igreja redimida, a expressão “que foi morto” é repetida. Somente a Pai e os anjos fiéis sabem avaliar o preço pago pelo Senhor Jesus Cristo no madeiro vil. Lamentavelmente, gerações inteiras têm rejeitado tão grande amor.

A Salvação Deve Ser Aceita Pela Fé

1. O homem precisa fazer a sua parte. É verdade que afirmamos acima que o homem não pode fazer nada. Mas era preciso que Deus exije do homem alguma coisa como condição. Interessante que até nas leis dos homens é assim: Se alguém fizer uma doação de um bem qualquer para uma pessoa, essa pessoa precisará, por exigência legal, aceitar a doação. E isso por instrumento legal, tudo conforme manda a lei. Se a pessoa não aceitar, não receberá a doação. Pois bem, é exatamente o que acontece com a salvação: Deus nos doou a salvação. Mas só será salva, ou seja, só tornará posse da doação, quem aceitar a doação. Só quem crer será salvo. A aceitação é pela fé. Esta a condição estabelecida por Deus: Rm 5.1.
2. Até a fé que salva é dádiva de Deus. A fé é dada aos santos: Jd.3. Sem a operação do Espírito Santo, o homem não tem sequer condição de desejar agradar a Deus: “Porque Deus é o que opera em vás tanto a querer quanto o efetuar, segundo a sua boa vontade” (Fp 2.13). O que o homem tem de fazer é deixar o Espírito Santo entrar em seu ser e operar. Ele não arromba a porta do coração de ninguém: “Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei...” (Ap 3.20). Quem não abriu a porta do seu coração para o Espírito Santo e para Jesus, abra-a e deixe-o entrar.
3. Da parte de Deus, tudo está pronto. Quando um pecador aceita a Jesus como seu Salvador, a obra é completada pela operação do Espírito Santo na sua vida. E a obra é: Justificação, regeneração, adoção como filho de Deus. O que o Espírito Santo faz é aplicar a obra realizada por Jesus na cruz, que foi obra completa. Tanto que Jesus, antes de render o Espírito, exclamou: “Está consumado” (Jo.19.30). Muitas outras operações do Espírito Santo são levadas a efeito em nosso favor: intercessão, consolação, ensinamento etc. Ele não nos deixa à nossa própria sorte. Aleluia!

 
APLICAÇÕES


1)  Deus é quem toma todas as providências em prol da salvação dos homens. O homem nada pode fazer, além de crer em Deus e aceitar os planos de Deus para ser salvo.
2)  O homem nada podendo fazer, Deus tomou a iniciativa e providenciou tudo com respeito à salvação dos pecadores. Embora a homem tenha apelado para muitos expedientes para tentar uma aproximação de Deus, tudo que o homem faz é em vão.
3)  O preço da salvação providenciada por Deus só pode ser conhecido pelo próprio Deus e pelos santos anjos. Mas nós podemos meditar e tirar profundas conclusões sobre o preço que Jesus pagou por ela.
      4)  A única coisa que o homem pode fazer é aceitar pela fé. Mas até o querer e a fé são dons de Deus.



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