quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Parte 04 - Os Filhos De Deus Por Adoção - Por Wiliam Lessa (escola bíblica dominical - revista da EBD) - "conhecendo melhor a palavra de Deus" ano 01 - edição 01 - A.D.M.P.D

Introdução:

Pelo nascimento físico, o homem é membro da família de Adão e, como tal, excluído, pelo pecado, da família de Deus. Nascido de novo, como ensina a última lição, passa a fazer parte da família divina, recebendo a adoção, passando a ter parte nos direitos eternos de Cristo (Rm. 8.17; Gl. 4.1-7). Do ponto de vista de Deus, porém Criador e Preservador, todos os homens são “filhos" de Deus, porém somente os que foram gerados de novo, que experimentaram o novo nascimento, é que podem ser chamados espiritualmente filhos de Deus, pois foram transformados: Jo. 1.12. E nesta nova relação para com Deus é que são filhos adotivos de Deus: Rm 8.14-17. Na regeneração, a pessoa recebe a natureza de filho de Deus; na adoção recebe a posição de filho de Deus.

ADOÇÃO - UM ATO DA GRAÇA DIVINA


1.           O significado do termo adoção.

O termo adoção (no grego “HUIOTHESIA") quer dizer: “o ato pelo qual se confere a uma pessoa estranha o mesmo direito de um filho legítimo”. Exemplo de adoção tem na Bíblia, com o caso de Moisés, no palácio do Faraó do Egito e o de Éster, adotada por seu primo Mardoqueu: Ex. 2.10; Et. 2.7. O nosso Código Civil estabelece: “A adoção far-se-á por escritura pública, em que não se admite condição nem termo" (Art. 375). O dicionário de Caldas Aulete diz: “Ato que cria entre duas pessoas urna relação análoga à que resulta da paternidade e filiação legítimas". Isto aplicado ao crente em Jesus, adotado por Deus como filho, tem grande significação, pois nos torna herdeiros de Deus.

2.      O significado espiritual de adoção.

O termo adoção é usado por Paulo em Rm.9.4, aplicando-o a Israel, como nação. Em Rm. 8.23, fala de adoção no sentida de sermos recebidos por Deus na segunda vinda de Jesus. E ainda temos mais três vezes aplicados à vida presente do cristão. Na regeneração, recebemos uma nova vida em Cristo; na justificação, urna nova reputação diante de Deus; na adoção, uma nova posição diante de Deus. Só quem já experimentou a conversão a Cristo, já nasceu de novo, foi regenerado, justificado e adotado por Deus como filho, pode entender isto.

3.      O tempo da adoção.

A adoção tem um aspecto tríplice de relação com o tempo: a) Na economia divina, foi um ato no passado eterno: Ef. 1.5. Antes mesmo da criação de todas as coisas, Ele nos separou ou escolheu para essa posição de destaque: Hb.11.39, 40. b) Na experiência pessoal do crente, ela se torna verdadeira na hora em que ele aceita pela fé a Cristo como Salvador pessoal: Gl. 3.26.
Muitos cristãos vivem, não uma vida de filhos adotivos de Deus e co-herdeiros de Cristo, mas uma sub-vida espiritual, pois não tomam posse das bênçãos espirituais reservadas aos filhos de Deus. c) Mas é bom sabermos que a completa filiação nos aguarda, na vinda de Cristo. É naquele dia que a adoção será completamente consumada: Rm 8.23. Quando nossos corpos serão libertos de corrupção e seremos semelhantes a Cristo.



O SIGNIFICADO DO TERMO ABBA - PAI

1.      O Espírito Santo clama: Abba, Pai. O apóstolo Paulo, falando a respeito da condição de filhos adotivos de Deus, que somos, declara: É, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações a Espírito de seu filho, que clama: Abba, Pai" (Gl. 4.6). O ter- mo “abba” é aramaico e significa “pai”. “Abba, Pai” significa “Pai, Pai”. O termo “papai", muito usado em nossos dias, pode ter origem aí. Quanto ao uso da expressão por um filho adotivo de Deus é, portanto, pela operação do Espírito Santo, pois trata-se de um homem voltar-se para Deus e lhe chamar: Papai.

2.      Nós também clamamos: Abba, Pai. Vimos acima que, pela operação do Espírito Santo, nós clamamos: Abba, Pai. Mas agora, é o texto bíblico dizendo que nós mesmos clamamos: Abba, Pai. E é o próprio Paulo quem o diz, em Rm 8.15: 'Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Abba, Pai.


3.      Quem pode chamar Deus de: Abba, Pai. É comum a pessoa dizerem que Deus é Pai de todo o mundo e muitos o chamam “meu Pai". Mas sabemos que, de fato, Deus é Pai somente daqueles que foram regenerados pelo Espírito Santo. E sabemos que Deus não é Pai do macumbeiro, do espírita, do católico romano idólatra, do adúltero e do que vive no pecado de modo geral. Foi para que todos pudessem escapar da condenação e virem a se tornar seus filhos, que Ele providenciou a redenção na cruz. Quem é filho de Deus deve produzir frutos dignos; devem viver de conformidade com essa posição privilegiada, pois Deus é santo. Nós fomos alvos da graça divina, pelo que Ele nos alcançou com a salvação e nos adotou, sendo que não fazíamos parte da família de Israel. Mas Ele nos enxertou na Videira. Neste parêntese aberto por Ele, nós obtivemos o direi- to à glória de Cristo. Quem pode chamar Deus de Pai? Só os que são filhos de Deus: Jesus, por direito eterno; e nós por direito adquirido na adoção.



RESULTADOS PRÃTICOS DA ADOÇÃO


1.      O primeiro resultado é a libertação da lei. Aos romanos, Paulo declarou que não estamos debaixo da lei, mas da graça: Rm 6.14. E acrescentou: “não recebesses o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor” (Rm 8.15). Portanto, não existe qualquer servidão para o crente. Ser servo de Cristo não é estar em servi- dão, pois servo é diferente de escravo. O servo serve porque quer servir: O escravo serve porque é forçado a fazê-lo. O escravo vive na servidão; o servo é livre e serve como voluntário ao seu senhor. No nosso caso, o Senhor Jesus Cristo.

2.      O privilégio de fazer parte da família divina. Como filhos de Deus por adoção, passamos a pertencer à família divina, posição que nem anjos fiéis puderam alcançar. Pela regeneração, nascemos segundo Deus, pelo que temos a natureza divina em nós: 2 Pe 1.4. E, tendo sido feitos filhos de Deus. Jesus é chamado Primogênito entre muitos irmãos (Rm 8.29). Jesus é o primeiro, que abriu o caminho para que pudéssemos entrar por ele, vindo depois d'Ele muitos irmãos, pelo processo da adoção. Jesus é o único gerado: Unigênito: Jo 3.16.

3.      O privilégio de ser herdeiro da glória de Cristo. A certeza de herdarmos o Céu está no fato de que Deus concedeu o seu Espírito Santo, que é chamado de “penhor da nossa herança” (Ef 1.13,14). A palavra “penhor” significa algo depositado para garantir uma dívida. Veja quão grande dívida o Senhor assumiu a nosso favor, quão grande é o valor do Penhor que Ele depositou para nos garantir o seu resgate: O seu Espírito Santo. Mas a linguagem aqui é figurada, porque a nosso Deus não precisa dar coisa alguma para garantir a cumprimento da sua Palavra. Ele não é o homem para que minta: Nm 23.19.


APLICAÇÕES

1)    Os muitos privilégios que temos pela adoção de filhos de Deus não devem ofuscar os nossos deveres como tais: a) Andar pela fé; b) andar pelo Espírito; c) andar em amor; d) andar como Cristo andou.
2)      O imperativo divino é o testemunho cristão: falando, pregando e vivendo Cristo. É triste constatar milhares que não aceitaram Cristo por causa do mau testemunho de crentes.
3)    Visitar os doentes e necessitados, aconselhar e levantar os abatidos, pacificar os irados, socorrer os famintos e desamparados. Diante dos grandes problemas e obstáculos que surgem diante de nós, devemos bradar “a plenos pulmões" que somos filhos de Deus e herdeiros com Cristo. Pela adoção, tornamo-nos filhos de Deus, sendo que Jesus é a única Filho gerado de Deus. Mas a adoção nos garante os mesmos direitos de herdar o Céu de glória, que pertence a Jesus.



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