terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Progredimos Como Cristãos? "Assembléia De Deus - Ministério Presidente Dutra - Osasco"

O crente que nasceu de novo, evidentemente através do Espírito Santo, após sua aceitação à pessoa de Cristo, conceitua a seguinte frase: “Nascemos de novo para que?”. Definitivamente temos a resposta mais apropriada a tal pergunta: Nascemos para crescer na graça e no conhecimento de Nosso Senhor e Salvador Cristo Jesus”. Nascemos para trabalhar na Seara do Senhor, para realizar boas novas, não para se salvar, mas porque somos salvos pela graça eterna (Efésios 2:9-10).


Aprenderemos na lição, não o modelo supremo do Senhor Jesus, mas através de homens pecadores como nós: Apóstolos Paulo e Pedro. A Bíblia Sagrada, nos apresenta Paulo com características de um homem que nasceu grande em suas realizações, mas também demonstra que no decorrer de sua carreira cristã maturidade, não se estagnando: cresceu...cresceu... tornando-se servo dócil nas mãos do Espírito e útil para os grandes empreendimentos do Reino de Deus, o grande missionário; em se tratando do Apóstolo Pedro que no início de seu ministério era uma “dura pedra”, mas lapidada nas mãos através do poder de Deus e duras lutas da vida, cresceu e cresceu até tornar-se o destemido servo do Pentecostes. E como eles cresceram, nós precisamos crescer em tudo. O presente estudo muito nos ajudará nesse propósito. Vejamos na apresentação:



I. Raquitismo Espiritual

I. Coríntios 3:1-3.

No capítulo 2 de I. Coríntios os três homens:

a) O Natural: O que não é crente; não tem Cristo.

b) O Carnal: O que é crente, mas não dá liberdade ao Espírito que habita no seu coração.

c) O Espiritual: O que é crente e dá liberdade ao Espírito na sua vida.



Em I. Coríntios 3:1, Paulo lamenta que não pode falar aos coríntios como a espirituais, mas como a carnais. Podemos entender que em lugar de comida sólida, teve de alimentá-los com leite, eram crentes raquíticos, e quais são as causas desse raquitismo aparente ou notório:





1) As causas: Eram crentes divididos, cheios de atributos negativos, caprichos, voluntariosos mas carnais. Suas vidas eram orientadas, pela carne, e não pelo Espírito Consolador, concluímos que tinham o Espírito, mas não davam liberdade para agir, através dos diversos mecanismos de poder e ministério.



2) Os prejuízos: Permaneceram como criancinhas espirituais, sendo alimentados apenas com leite e não com alimento sólido, permaneceram prematuros e infantis. O que você e eu podemos esperar de crianças sem a definição do que é juízo de pensamentos? Criança realiza coisas de crianças, foi o que ocorreu com a igreja de Corinto, brigavam, cometeram graves pecados, recorreram a tribunais da terra e enfrentaram mil dificuldades por serem crianças, sendo eles crianças que trabalhos poderiam realizar?

Nada...nada.. Acredito que aquele que não trabalha, dá muito mais trabalho. O Apóstolo Paulo, sofreu muito com essas crianças, tendo que em diversas ocasiões defender seu ministério apostólico.


3) As manifestações nos dias de Paulo: Nesse tempo havia uma crescente onda de: Infantilidade, birras, choro, divisões, queixas, demandas, tudo acontecia devido à falta de juízo, de maturidade na vida cristã. Ficaram mirrados sem o devido crescimento necessários para enfrentar as dificuldades vividas, esperam o resultado sem ter interesse em aprender como se aproxima das conquistas.


4) As manifestações na atualidade: Nossas igrejas, infelizmente, apresentam muita infantilidade, crentes que pelo tempo de conversão deveriam ser adultos e não se apresentam como tal, permanecem como criança e não buscam crescimento, pois atualmente nos é apresentado uma condição facilitada para adorar a Deus e o servi-lo com recompensas diversas, com manifestações nos cultos ligadas ao emocionalismo e sentimentalismo despojado, com ditos bíblicos populares, “Venha com Jesus você terá tudo... Nosso Deus é dono do ouro e da prata, acredite Ele te dará tudo e matéria de prosperidade, é um Deus rico...”. Concluímos que tais pessoas permanecem como crianças em Cristo, tendo como manifestações mais presentes como crianças tais como: a) Crentes que nunca se envolvem com os trabalhos da Igreja; b) Não lêem a Palavra de Deus; c) Não passam o tempo orando; d) Não trabalham na igreja; e) Não contribuem com os cofres da igreja; f) Não cooperam com os trabalhos gerais da causa do Senhor; g) Abandonam a igreja por coisas mínimas; h) vivem a escolher pregadores de sua predileção; i) Fazem intrigas e fofocas; j) Irritadiços; k) Amam o pecado; l) Vivem ao pé da televisão; m) Quase não freqüentam a igreja; n) São sempre os eternos descontentes.



II. Até quanto devemos crescer ?

Efésios 4: 11-16

1. O crente deve ser um “eterno insatisfeito com seu progresso espiritual” quanto mais cresce, mais almeja crescer na graça e conhecimento de Deus.

a)  Já leu a Bíblia uma vez, tente ler outras vezes.

b)  Ora diversas vezes ao dia, deve orar mais.

c)  Contribui para os cofres da igreja, deve contribuir mais.

d)  Trabalha para o Senhor, deve trabalhar muito mais.






2. O crente “espiritual” não deve ficar parado. Diante dele está uma escada devendo subir, subir, sempre e nunca parar. E quais os degraus a subir?


a) No uso certo dos dons: Cada um de nós tem um dom dado pelo Espírito de Deus: sejam “naturais” e “espirituais” de I. Coríntios 12, sejam de Efésios 4:11, exclusivamente para os pastores, cada um colocado no Corpo de Cristo, a igreja exercendo com fidelidade o dom que lhe foi dado. E desse modo haverá harmonia na igreja.

b) Na unidade da fé: Todos unidos no seu modo de crer, de pensar, de agir, de trabalhar, unidos nas doutrinas, no amor, na luta espiritual.

c) Para o pleno conhecimento do Filho de Deus: E de que modo podemos crescer nesse conhecimento? Mantendo comunhão constante com o Senhor, estando na sua presença, conservando com Ele, obedecendo à Sua Palavra e tudo fazendo para alegrar o seu coração.

d) Para alcançar a estatura de homem feito: Existe um contraposto a “meninos jogados”

de Efésios 4:14. O crente deve ser maduro no trato com sua esposa, namoro, noivado, na escola, no trabalho, na igreja, no testemunho. O seu modelo é Cristo. Deve olhar para Jesus e esquecer-se das coisas que para trás ficam.



      3) Um teste para nós:

Paulo, coloca-nos diante de uma diversidade de testes com

      resultados negativos e positivos, vejamos:


a) Negativamente: Não é lançado de um lado para o outro por ventos de doutrinas, como crianças que são facilmente enganadas por “doces e iguarias”.

 Não age mais como menino desviando-se por qualquer

 motivo. Não é enganado pela fraudulência dos homens.

 Como está sua estrutura espiritual ?

b) Positivamente: O cristão “maduro”, além de evitar o erro dos homens sem Cristo, vive na prática da verdade, conhece o teor da Palavra de Deus, vive aprisionado em Cristo, existe a cobertura do Espírito Santo, sente o amor, fé, pureza, graça e esperança. E desse modo cresce e vive crescendo no conhecimento da graça do Senhor Jesus.



III. Quais são as vitaminas do crescimento espiritual

II Pedro 1: 5-8

Pedro ao descrever este trecho, encontra-se com os olhos diante de uma cadeia, cujos elos se prendiam uns aos outros, ao presente, ligava a outro elo e outro e assim sucessivamente.


a) O Primeiro elo é a fé: Ter a confiança inabalável em Cristo, em sua salvação.

b) O Segundo elo Virtude: Ter disposição firme para a prática do bem, opor-se ao vício, a imoralidade e a tudo o que é do diabo.

c) O Terceiro elo é a Ciência: Trata-se de um dos dons espirituais alinhados em I. Coríntios 12: O conhecimento espiritual, profundo de nosso Senhor Jesus Cristo.

d) O Quarto elo é a Temperança: Trata-se do governo próprio, prudência em todos os aspectos, autocontrole. Devemos ser temperantes no comer, no trabalhar, no falar, no descansar.

e) O Quinto elo é a Fortaleza: Trata-se da resistência para a luta, para suportar tentações, firmeza contra as ciladas do diabo, do mundo e do pecado.

f) O Sexto elo é o Amor: Não fingido, não platônico, mas o amor como está descrito em I. Coríntios 13.



IV. Um “Paracleto”

II Pedro 3:18

Acreditamos que devemos crescer sempre e sempre, é a exortação de Pedro, apóstolo que experimentou diretamente este relacionamento, concluímos que ao invés de dar lugar aos erros, as leviandades, as polêmicas, as brigas, as divisões, do ódio e ressentimentos, das vaidades, das críticas levianas, do amor próprio e do egoísmo, devo dar lugar à “graça e no conhecimento de Nosso Senhor Jesus Cristo” Certamente serão rompidas as barreiras, e acrescidas apenas fé e conhecimento Naquele que tudo podes...Jesus o Cristo.

 

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